RESPEITO AO CONSUMIDOR!

Não queremos DESCULPAS!
Não aceitamos o SUBORNO de troca de mercadoria!
QUEREMOS RESPEITO, para não continuarmos a comer comida podre, com bichos, com cocô!

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sexta-feira, 12 de abril de 2013

REGRAS PARA A INDÚSTRIA ALIMENTÍCIA





Se "eles" - os poderosos da indústria alimentícia - tivessem um pouco mais de ÉTICA e de RESPEITO ao consumidor, não seria preciso criar REGRAS DE RECALL!

Bastava terem TRANSPARÊNCIA, para comunicar com HONESTIDADE problemas que ocorrem.

Bastava terem RESPEITO AO CONSUMIDOR: ao detectar problemas na produção (sejam quais forem), não ficarem dando DESCULPAS, mas tomarem medidas simples e HONESTAS, como:

- suspender a linha de produção imediatamente;

- comunicar ao público o que está realmente acontecendo, sem medo de meias palavras (o consumidor não é burro, compreende quando há clareza e honestidade);

- retirar dos pontos de venda todo o lote com problema, imediatamente;

- avisar imediatamente as autoridades competentes;

- solicitar fiscalização oficial ou auditoria independente (ou ambas, conforme o caso) para avaliar o problema, propor medidas e acompanhar a solução do problema, de forma transparente para o público.


SE ISSO OCORRESSE, NÃO PRECISARIAM DE MEDIDAS EXTREMAS DE CONTROLE - QUE SÃO BEM VINDAS E DEVEM SER O MAIS RÍGIDAS POSSÍVEL!


Acompanhem a reportagem abaixo:




ANVISA VAI CRIAR REGRAS PARA RECALL DE ALIMENTOS


Agência estabelecerá prazos para retirada de produto do mercado e comunicação ao público


12 de abril de 2013 | 2h 04
LÍGIA FORMENTI - O Estado de S.Paulo





BRASÍLIA - A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) vai regulamentar o recall de produtos alimentícios no País. O texto que servirá de base para a resolução obriga as empresas a comunicarem ao órgão problemas constatados em seus produtos e dá poderes para que a agência aponte prazos para o recolhimento de alimentos e a forma como a companhia deverá informar problemas para os consumidores.




"A Anvisa não dispõe no momento de instrumentos necessários para garantir que a empresa comunique a população sobre eventuais problemas com alimentos", afirma o diretor da agência, José Agenor Álvares.

No caso da recente contaminação do suco Ades, a Unilever não era obrigada a informar a agência sobre o desvio de produção. "Não fomos comunicados. A informação foi dada num primeiro momento para o Departamento de Proteção de Defesa do Consumidor", contou Álvares.

No fim de fevereiro, uma falha em uma das 11 linhas da fábrica de Pouso Alegre da Unilever fez com que 96 embalagens de 1,5 litro do suco de maçã Ades fossem envasadas com soda cáustica e água. Quando ingerido, o líquido provoca queimaduras.





A agência ficou sabendo do problema por meio da imprensa. "O episódio reforçou a necessidade de regras claras para os casos de desvios de produção", disse Álvares, que estuda estender a iniciativa a outros produtos regulados pela agência.

Pelo menos 14 pessoas entraram em contato com a fabricante relatando problemas provocados pelo consumo do produto. Para Álvares, a forma como a população foi informada sobre a contaminação também deixou a desejar. "Daí a importância de a Anvisa verificar também a forma como as informações são prestadas à comunidade."

Cronograma. A minuta da proposta será apresentada na próxima reunião da Diretoria Colegiada da Anvisa, programada para terça. O texto, depois de aprovado pela diretoria e pela consultoria jurídica da agência, vai para consulta pública. A expectativa é de que o texto final seja publicado em até quatro meses.





O diretor da agência defendeu também a definição de mecanismos para garantir que o recolhimento do produto seja feito de forma adequada, num prazo razoável. "Não vamos delimitar um período. Isso vai depender de cada caso, mas é preciso que haja regras. O objetivo é que produtos sejam retirados o mais rapidamente possível."

O texto também prevê punições em caso de desrespeito. Os mecanismos existentes hoje permitem que as multas cheguem a R$ 1,5 milhão. Na reunião de terça-feira também será discutida uma proposta de resolução com regras para regulamentar o acesso e o fornecimento de remédios em investigação clínica. 





quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

O CASO DO ARROZ UNCLE BEN’S: A LIGAÇÃO DA EMPRESA


Hoje, 3 de fevereiro de 2011, o Diretor do SAC da Masterfoods ligou para mim.


Tivemos quase quarenta minutos de conversa e é quase impossível lembrar tudo o que falamos. Mas, os melhores momentos foram aqueles que já esperava:


1. expressou a preocupação da empresa de saber detalhes do ocorrido, como datas, números dos lotes infestados, validade, local de compra – dados que lhe foram passados, sem dúvida.


2. propôs-se a substituir o produto infestado por outro, o que foi prontamente recusado, como já afirmara aqui neste blog que eles fariam e que eu não aceitaria; porque é assim que as empresas agem: vão à casa do consumidor, substituem o produto contaminado e muitas têm ainda a cara de pau de oferecer algum brinde a mais, como forma de “deixar o consumidor satisfeito”, o que, para mim, é enganação, é apenas um “cala a boca” e tudo fica por isso mesmo. Deixei isso bem claro para o ilustre diretor do SAC, o que o deixou um tanto desconfortável. Disse-lhe mais: que poderia pensar em processar a empresa e tirar deles algum tipo de indenização, mas que não era esse o meu objetivo: não adiantaria nada ganhar 5 ou 10 ou 100 mil reais e continuar a comer comida com bicho;


3. argumentou que há pouquíssima s reclamações contra o produto e que a empresa está no mercado há quinze anos etc. Expliquei-lhe que, realmente, as pessoas não reclamam porque, primeiro, não têm a cultura da reclamação e, em segundo lugar, as larvas do arroz são exatamente iguais aos grãos do arroz, ou seja, são extremamente parecidas com o alimento que elas consomem e que só o olho esperto de meu filho foi capaz de identificar no meio do prato um pontinho preto e resolver isolá-lo, para termos o susto de lá encontrar o bicho no meio do arroz cozido. Então, estamos comendo bicho há muitos anos sem perceber, o que é um absurdo em se tratando de uma empresa tão tradicional como a que ele representa; e mais: que, em se tratando de alimentos, nossa tolerância devia ser zero; que não fora a primeira vez a encontrar bicho dentro do arroz deles e que só não reclamara antes porque pensara que fosse evento pontual, ou seja, que isso não voltaria a acontecer, mas isso se repetiu em lotes diferentes, comprados em locais diferentes;


4. explicou-me longamente o processo que o bicho, ou seja, as lagartas usam para infestar o arroz: sua perícia em perfurar as embalagens, seu ciclo de vida, sua reprodução etc e etc. Que é praticamente impossível impedir a proliferação dos bichos nos alimentos, porque uma embalagem mais resistente iria encarecer demais o produto etc. Retruquei que, primeiro, achava o bicho do arroz mais esperto que eles (o que o deixou bastante contrariado); que ele estava me dizendo que nos devíamos conformar em comer arroz com bicho, porque vivemos num país tropical e isso é inevitável (o que o deixou bastante incomodado); que, enfim, ele pensava que eu desconhecia tudo isso, ou seja, que eu, como consumidor, sou um ignorante em relação a pragas e à biologia (com o que ele, afinal, se desculpou, que não era bem assim). Enfim, mesmo que eu ache que suas intenções tenham sido as mehores possíveis e corretas quanto ao direito do consumidor, isso é exatamente o que toda empresa faz: tenta nos “enrolar”, com explicações técnicas, que ele estava repetindo, mais ou menos, a mesma expressão que eu ouvia na minha infância de que “bicho de goiaba goiaba é”, ou seja, que ele estava querendo passar a mensagem de que também “bicho de arroz arroz é”;


5. finalmente, prometeu o ilustre diretor do SAC da Masterfoods fazer uma inspeção rigorosa em seus processos e averiguar – de posse dos dados que lhe passei – o que está ocorrendo com o arroz e voltar a entrar em contato.


Bem, foi isso. Resumidamente.

Esperemos que a empresa – tomado esse susto – comece a respeitar melhor seus consumidores, que devem ficar atentos, porque deve haver muita gente que comeu e está comendo ARROZ UNCLE BEN’S parboilizado com bicho, sem saber. E isso não tem a menor graça, porque bicho de arroz é bicho de arroz, não é arroz.

quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

O que você faria se encontrasse insetos ou cocô em sua comida?

Os alimentos industrializados podem estar contaminados com insetos e até mesmo coliformes fecais, ou seja, cocô. Por isso, fique atento e saiba como agir nesse caso.

Muitas pessoas acabam descobrindo insetos, larvas, pêlos e outras nojeiras dentro das embalagens de alimento. A nossa primeira providência é sempre ligar para o SAC para reclamar, certo?

Só que isso é errado. Quando você liga no SAC, a empresa arruma uma desculpa e diz que o lote teve problemas e que será retirado do mercado e blá, blá, blá... Ela pede para retirar em sua casa o produto com problema para fazer uma perícia. E você aceita, afinal quer contribuir para que o erro não aconteça mais. O que acontece depois disso? No máximo, a empresa enviará para sua casa, como brinde, produtos da marca durante alguns meses. Parando por aí. O caso é esquecido e fica tudo por isso mesmo.

Você achando que fez a coisa certa, fica satisfeito e cala a boca. Achando que eles vão tomar uma providência e isso nunca mais irá se repetir.

Mas isso não é o que acontece, pois, na maioria das vezes a empresa não toma providência nenhuma e segue enganando seus consumidores. E o pior, você que entregou o produto contaminado perdendo a prova mais importante, que fica de posse da empresa.

Ao agir assim, você, além de entregar a prova do crime para eles, evita que outros consumidores da marca sejam alertados sobre problema e os coitados acabam comendo cocô ou insetos na maior ignorância.

Por isso, caso isso aconteça com você, nunca entre em contato com o SAC da empresa. Pegue a prova do crime, o alimento contaminado, tire fotos, faça vídeos, tuite e publique na internet. Seja solidário com os outros consumidores e tenha uma atitude cidadã de alertar para que as outras pessoas não comam o alimento contaminado. E você pode ter certeza, não é só o seu pacote que está contaminado.

Não podemos ficar nas mãos da poderosa indústria de alimentos. Essas empresas só pensam nos lucros e não respeitam os consumidores. Se você encontrou algo na sua comida é porque a empresa não tem a mínima higiene em sua linha de produção e armazenamento. Alimento contaminado é problema sério. Pode até matar! Por isso, denuncie, bote a boca no trombone, não faça acordos, não aceite desculpas!

Se isso aconteceu com você, envie sua denúncia a este blog através dos comentários que publicaremos.

Na área de alimentos, TOLERÂNCIA ZERO!