RESPEITO AO CONSUMIDOR!

Não queremos DESCULPAS!
Não aceitamos o SUBORNO de troca de mercadoria!
QUEREMOS RESPEITO, para não continuarmos a comer comida podre, com bichos, com cocô!

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sexta-feira, 1 de junho de 2012

TEM COCÔ NAS PRATELEIRAS DE MERCADOS E SUPERMERCADOS, SABIA?




Os consumidores têm de ficar atentos para algo muito importante: prateleiras de mercados e supermercados!


Claro que há gente honesta no setor - e são maioria, espero!


Mas muitos negociantes não estão nem aí para o consumidor: 


1. deixam comida com validade vencida nas prateleiras;
2. mudam datas de vencimento dos alimentos;
3. desligam à noite o sistema de refrigeração.


São práticas criminosas. Que põem em risco a saúde da população.


Fique atento!


Denuncie na Vigilância Sanitária de seu estado ou de sua cidade. Ou procure a POLÍCIA e faça BOLETIM DE OCORRÊNCIA!


NÃO COMPRE COMIDA COM DATA DE VALIDADE VENCIDA, COM SINAIS DE DETERIORAÇÃO OU COM SUSPEITA DE REFRIGERAÇÃO DEFICIENTE!


Brigue por seus direitos. NÃO ACEITE TROCA, NÃO ACEITE DESCULPAS, DENUNCIE! Pois é o único jeito de o CONSUMIDOR SER RESPEITADO.


Leia a reportagem abaixo, publicada hoje no jornal O ESTADO DE SÃO PAULO. O fato se refere à cidade de SÃO PAULO, mas pode estar e, possivelmente, esteja acontecendo em muitas e muitas outras cidade do Brasil.


CEM MERCADOS SÃO PEGOS POR ANO COM COMIDA IMPRÓPRIA


Se incluídos bares e restaurantes, polícia especializada já autuou 661 estabelecimentos em 3 anos; carne e queijo lideram irregularidades




(Camilla Haddad -  do Jornal da Tarde, do grupo O Estado de São Paulo)








SÃO PAULO - Os alimentos expostos nas prateleiras dos supermercados podem virar uma armadilha para os clientes. Nos últimos três anos, 295 estabelecimentos foram flagrados pela polícia por vender comida imprópria para o consumo. Nem grandes redes escaparam das operações do Departamento de Polícia e Proteção à Cidadania (DPPC), que iniciou suas atividades em 2009. 


Queijo, carnes e frangos são recordistas em problemas
Entre as irregularidades encontradas nos mercados de São Paulo estão produtos com prazo de validade vencido, a troca de etiqueta antiga por uma nova e alimentos sem identificação de origem. Queijo, carnes e frangos são recordistas em problemas, principalmente por causa do mau armazenamento. 








O delegado Fernando Schmidt de Paula, titular do Setor de Inteligência do DPPC, explica que as denúncias chegam por telefone e também pessoalmente. Há casos em que investigadores descobrem as falhas e levam o caso ao departamento. O DPPC flagrou 661 locais com irregularidades e, nesse total, incluem-se padarias, bares e restaurantes.
Crime. No fim do ano passado, uma equipe esteve em um mercado da zona leste e retirou das prateleiras 600 quilos de frango estragados e também uma máquina de fabricação de gelo suja, que usava água de um poço artesiano clandestino. O dono do local, um comerciante de 43 anos, foi preso e, segundo Schmidt de Paula, não teve direito à fiança.
Hoje, quem oferece alimento impróprio para o consumo responde pelo crime contra as relações de consumo, que não cabe fiança e prevê de 1 a 5 anos de prisão. Já houve, porém, pessoas detidas que foram soltas na mesma tarde, porque, segundo o delegado, um parágrafo da lei permite que o caso seja registrado como conduta dolosa (com intenção) ou culposa (sem intenção). Se a conduta do dono do estabelecimento é considerada culposa, ele pode ser liberado. 








"Na maioria das vezes, interpretamos como culposo, pois entendemos como uma negligência do comerciante, que deveria agir para os produtos estarem bons", conta o delegado. 


Segundo Schmidt de Paula, antes da criação do departamento especializado, as delegacias regionais faziam esse serviço. 
Riscos. Quem se alimenta de produtos estragados ou armazenados de forma inadequada tem a saúde posta em perigo. Os efeitos são intoxicações que podem provocar dores abdominais e diarreias. É o que explica Juvêncio Furtado, professor da Faculdade de Medicina do ABC. 
Segundo a Coordenadoria de Vigilância Sanitária (Covisa), periodicamente, estabelecimentos que comercializam alimentos, seja por meio de denúncias da população ou inspeção programada, são vistoriados. Denúncias podem ser feitas pelos telefones (11) 3338-0155 ou 181.


quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

O CASO DO ARROZ UNCLE BEN’S: REPERCUSSÃO NA IMPRENSA


JORNAL “AGORA SÃO PAULO” PUBLICA MATÉRIA SOBRE LARVAS NO ARROZ


(Foto do blog)

A intenção não é denegrir, mas denunciar e obrigar as indústrias alimentícias a terem mais respeito pelo consumidor.


O que, geralmente, acontece é o seguinte: as pessoas encontram “coisas estranhas” (desde palha até baratas) em embalagens de alimentos e ligam para a empresa que, em seguida, manda alguém à casa do consumidor, recolhe a amostra e repõe o produto. Às vezes, premia o consumidor com brindes e desculpas.

Isso não resolve. Isso é empulhação. É uma forma de enganar o consumidor.

Defendemos que as pessoas parem com esse comportamento que só é conveniente às indústrias de alimentos. Que não buscam as causas reais da falta de higiene de seus produtos e continuam com os mesmos processos industriais.

Defendemos que as pessoas passem a denunciar essas empresas nos jornais, nas rádios, nas televisões, nas revistas e na internet. Só assim poderemos obrigá-las a melhorar seus processos e a prestar mais atenção ao consumidor.

É claro que a encrenca com alimentos não se restringe às indústrias de alimentação: há muitos outros pontos de comercialização alimentícia que precisa da atenção do consumidor, para não comer cocô todos os dias. Basta seguir, aqui mesmo, neste blog, as denúncias e alertas que estaremos emitindo.

Mas, vamos ao UNCLE BEN’S e a reportagem do jornal AGORA SÃO PAULO, que pode ser encontrada no seguinte endereço:


http://www.agora.uol.com.br/defesadocidadao/


DOIS PACOTES TINHAM BICHOS


Cliente acha larva em saco de arroz


O escritor Isaias Edson Sidney, 66 anos, do Jabaquara, afirma que encontrou larvas de insetos em vários pacotes do arroz parbolizado tipo 1 da marca Uncle Ben's no fim do mês passado.

(Foto do jornal)

Joyce Carla, do Agora

O escritor Isaias Edson Sidney, 66 anos, do Jabaquara (zona sul), afirma que, há muito tempo, consome o arroz parbolizado tipo 1 da marca Uncle Ben's e que, no fim do mês passado, encontrou larvas de insetos em vários pacotes do produto. "A validade do produto vai até 26 de agosto deste ano."

De acordo com o leitor, na primeira vez em que ele percebeu o problema, o arroz já estava cozido.
"Meu filho que notou um ponto preto estranho no meio do arroz e constatamos que era mesmo uma larva. Jogamos fora todo aquele lote. Porém, voltamos a consumi-lo, por ser um arroz de qualidade, prático e saboroso."

Sidney afirma que comprou outros pacotes do arroz em um supermercado diferente e encontrou larvas vivas.

"Imaginei que aquele tivesse sido um problema pontual, que não iria se repetir. No entanto, os dois quilos que comprei da última vez também tinham bichos. Encontrei as larvas dentro de todos os saquinhos. Um absurdo."

Para o leitor, esse tipo de problema é inaceitável. "Uma empresa de renome como a Uncle Ben's, que produz e vende um produto caro, não pode cometer esse tipo de descuido", afirma Sidney.
"Os consumidores precisam denunciar esse tipo de situação. Só assim as indústrias terão mais controle das pragas nos alimentos que vendem."

O leitor diz que não irá mais consumir o arroz Uncle Ben's. "Não quero desculpas, ressarcimento ou reposição do alimento. Gostaria apenas do compromisso de melhoria de qualidade e de vigilância constante para que isso não volte a acontecer."


CASO RESOLVIDO

Empresa realiza análise

A Mars Brasil, responsável pela marca Uncle Ben's, informa que realiza regularmente inspeções sanitárias em suas instalações.

A empresa afirma que está analisando com seus distribuidores e varejistas o que aconteceu com o produto reclamado.

De acordo com a Mars Brasil, a infestação ocorreu fora das instalações, após o produto ser fabricado e embalado.

Ao Agora o leitor disse que não aceitou a proposta de substituição do arroz.

terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

HISTORINHAS EXEMPLARES – 2: PIPOCA DE RUA

O PIPOQUEIRO DO CINEMA BELAS ARTES




O cinema Belas Artes era considerado símbolo do cinema de arte em São Paulo, um cinema de rua, entre duas movimentadas avenidas a Paulista e a Consolação.

Fundado em 1943, se transformou em reduto do cinema de arte no final da década de 1960 e manteve esse espírito ao longo dos anos, inclusive quando foi reaberto em 1983, com seis salas – era o primeiro multiplex brasileiro. Infelizmente depois de 68 anos de existência o cinema foi fechado devido a uma crise financeira e falta de patrocinadores. Hoje aguarda um possível tombamento do seu prédio que foi símbolo do cinema alternativo da cidade.

Muitas vezes fui ao Belas Artes e sempre estava lá o pipoqueiro, o perfume da pipoca era quase irresistível e muitos caíam de boca na pipoca doce ou salgada oferecida por ele.

Afinal, cinema e pipoca é a tradição.

Sempre olhei com desconfiança para esse pipoqueiro que,com seu carrinho na rua, fazia a alegria dos cinéfilos.

A condição de higiene sempre deixava a desejar, era um ambulante que trabalha com alimentos, sem água corrente, quer dizer, é impossível para ele lavar as mãos e utensílios utilizados, fora a frenética troca de bactérias entre as notas de dinheiro e os saquinhos de pipoca.

Mas o pior ainda estava por vir: era verão e fazia muito calor. De repente começou a chover, chuva passageira, mas muito forte.

As pessoas procuraram abrigo e o pipoqueiro com seu carrinho continuou na calçada, no meio da chuva, aguardando seus clientes.

Passada a tempestade o pipoqueiro, foi secar seu carrinho: sacou um pano imundo, passou na parte de cima, laterais e rodas, e logo em seguida na panela de pipoca!

Já com a panela seca, começou a fazer mais pipocas.

Pipoqueiro de rua, nem pensar!

Selene Gallucci Sidney

domingo, 6 de fevereiro de 2011

HISTORINHAS EXEMPLARES - 1: COMIDA DE RUA

O CASO DAS FATIAS DE ABACAXI, CHEIROSAS E...





Trabalhava no cento de São Paulo. Uma colega descia num ponto de ônibus próximo às ruas de comércio popular, atulhadas de camelôs. Um dia, no trajeto entre o ponto e o trabalho, surgiu uma barraca de vendedor de abacaxi.

Sabe aqueles abacaxis enormes, amarelos, cheirosos? Ele, o ambulante, vendia fatias bem fornidas da fruta. Uma tentação. E minha amiga adorava abacaxi. Sempre pensou em parar e comprar uma fatia, a boca salivando, sempre. Mas resistia: era um pouco cismada com comida de rua.

E todos os dias, o tormento: passar por aquela banca e sentir o cheiro daqueles abacaxis, contemplar as fatias dispostas em pratos, para atrair a freguesia, que parecia grande. Muita gente a saborear aquela iguaria perfumada, no meio da fumaça dos carros, dos ônibus, da poeira da rua e, principalmente, um oásis no meio do cheiro de frituras de outras barracas mais ou menos próximas.

Minha amiga resistia. Resistiu por um bom tempo.

Um dia, ainda no ônibus, pensou: afinal, o que pode haver de sujeira numa fatia de abacaxi? Principalmente se a fruta for descascada e fatiada na hora, ali, na frente do freguês? Poluição e poeira, a gente respira e engole todo dia, afinal...

E resolveu: hoje não passa – vou comprar uma fatia daquele abacaxi!

Resolução tomada, desceu do ônibus como sempre e como sempre seus passos a conduziram pelo caminho de sempre, onde sempre se via a barraca do vendedor de abacaxi. Sua boca salivava de vontade, antecipando o cheiro, o gosto, a doçura da fruta.

Mas... o azar, o destino, sei lá o quê, mudaram uma resolução tanto tempo acalentada.

Ao aproximar-se da banca do vendedor de abacaxi, eis que minha amiga surpreende o camelô afiando a grande faca, a faca com descasca habilmente o rebelde abacaxi, a faca com que corta num só golpe a fatia dourada e espalha ainda mais pelo ar aquele aroma irresistível... sabe onde? – bem no meio fio!

Sim, ele afiava a faca no cimento do meio feio da calçada! Que já estava até meio gasta com a atividade...

Bem, nem preciso concluir com os sentimentos de minha amiga. Só preciso advertir: cuidado, muito cuidado com comida de rua.

Assim como uma simples fatia de abacaxi pode estar sendo cortada com uma faca amolada no meio fio da rua – onde todos pisam, por ande passam ratos e baratas, onde a enxurrada da chuva ou a água de uso em bares e restaurantes passam, deixando detritos – a comida que você está comendo na rua pode ter... COLIFORMES FECAIS e outras porcarias.

Ou seja, você pode estar comendo COMIDA COM COCÔ!