RESPEITO AO CONSUMIDOR!

Não queremos DESCULPAS!
Não aceitamos o SUBORNO de troca de mercadoria!
QUEREMOS RESPEITO, para não continuarmos a comer comida podre, com bichos, com cocô!

Mostrando postagens com marcador alimentos contaminados. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador alimentos contaminados. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, 15 de julho de 2013

VOLTANDO AO CASO DO TODDYNHO COM SODA CÁUSTICA



Recebemos hoje um e-mail de um leitor sugerindo o texto abaixo, a respeito da matéria do Toddynho com soda cáustica.

Como a finalidade desse blog é alertar e esclarecer, julgamos interessante chamar a atenção de nossos leitores para o artigo sugerido, porque, salvo o fato de o articulista estar defendendo a sua categoria (engenheiro de alimentos) - e estar desempregado (esperemos que por pouco tempo), concordamos com o que ele diz, e mantemos nossa posição:



- nunca aceitar substituição do alimento "com cocô" (estragado etc), mas botar a boca no trombone, isto é, denunciar: à polícia, às redes sociais, aos amigos etc.

- que a indústria de alimentos não pode ter falhas e, se o que aconteceu com o Toddynho é isso mesmo que diz o artigo, isso só corrobora a nossa birra: que eles não podem deixar de ter controle total e absoluto sobre todos os processos, desde os fornecedores até os distribuidores, incluindo aí, é claro, treinamento e fiscalização dos funcionários, para evitar "falhas humanas", que é sempre uma boa desculpa - se o funcionário "falha" é porque houve alguma falha no processo de industrialização - de gerência, de fiscalização, dos recursos humanos etc., não importa, é problema da indústria. O consumidor não tem nada com isso, não pode pagar por isso.


Então, leia o artigo. É esclarecedor:


RECENTES CASOS DE BEBIDAS CONTENDO SODA CÁUSTICA

18 de março de 2013

Fonte:



O post de hoje vai ser um bem diferente do usual do blog. Se vocês estão esperando o esclarecimento de algum mito ou boato sobre alimentos, aguardem até a próxima publicação.
Recentemente, tivemos alguns casos na mídia de bebidas que foram envasadas com soluções de limpeza contendo NaOH (soda cáustica) e outros produtos danosos à saúde. 

Os mais famosos foram o caso do Toddynho:

e do Ades 


Esses casos assustaram bastante principalmente pelo principal público-alvo dos dois produtos: crianças (Toddynho) e idosos (Ades). Fiquem tranquilos que dessa vez o comentário não será favorável às empresas, muito pelo contrário. Só vou esclarecer primeiro as principais causas da contaminação para depois expressar meu manifesto sobre o assunto:

O fato é que o NaOH não é utilizado como ingrediente, aditivo ou coadjuvante na produção das bebidas citadas (se é que o seja para algum alimento em absoluto*). Diferentemente do que vi em alguns comentários por aí, essas indústrias não utilizam o composto para evitar a formação de natas no produto nem como antimicrobiano ou conservante, já que seu uso para esses fins não é permitido pela Anvisa. A soda cáustica é, na verdade, muito empregada (por seu baixo custo e alta eficiência) como um dos agentes nas soluções de limpeza das linhas de envase, agindo principalmente para remover certas substâncias que não são solúveis em água, como lipídeos.
No caso das grandes empresas (que com certeza incluem a PepsiCo e a Unilever – produtoras do Toddynho e do Ades, respectivamente) costuma-se utilizar um sistema de limpeza chamado CIP – “cleaning in place”. Simplificando, o método funciona mais ou menos assim: corta-se a alimentação dos ingredientes, que é substituída por diversas soluções de limpeza e desinfecção (ácidos, bases, clorados, etc), mantendo as linhas de produção e envase funcionando normalmente, e descartando-se o resultado. Dessa forma, tem-se uma limpeza contínua, rápida e prática, já que podemos limpar diversos equipamentos (tubulações, válvulas, trocadores de calor, bombas, etc) sem a necessidade de desmontar toda a estrutura. Após as soluções, a linha é alimentada com água até que o resultado final seja 100% água (enxágue), para depois poder processar os ingredientes para a próxima produção (lembrando de descartar os primeiros produtos, que saem “aguados”).

A implementação, manutenção e funcionamento de um sistema CIP requerem inúmeros controles (tanto automáticos quanto manuais) justamente para evitar contato das soluções de limpeza e desinfecção com o produto em processamento. Por isso que, quando nos deparamos com uma notícia desse tipo, o problema geralmente está associado a uma única linha de produção e provavelmente atrelado à falha humana.

Além disso, como a produção nessas linhas é muito rápida, é comum que sejam produzidos milhares de litros antes que o problema seja identificado, os quais podem chegar a ser comercializados. Lembrando que as análises de rotina nas empresas nem sempre são capazes de identificar a mistura de soluções de limpeza em suas bebidas, já que isso não faz parte de seus objetivos. Nesses casos, é importante que a empresa tenha um bom sistema de rastreabilidade, para que seja capaz de identificar quais os lotes com problema que devem ser recolhidos – o chamado recall.

Por mais que uma concentração de 2,5% de NaOH possa parecer pouco, já é suficiente para causar graves problemas de saúde. A soda de fato será neutralizada pelos ácidos do estômago, mas até lá (boca, faringe, esôfago) o estrago pode ser grande, causando queimaduras, irritação, ânsias e/ou enjoos. Por isso,quem ingeriu as bebidas dos lotes contaminados deve procurar ajuda médica imediatamente – além de, é claro, procurar na justiça uma indenização por parte da empresa. E quem comprou produtos, mas não chegou a consumir, deve comunicar à empresa para que, no mínimo, efetue a troca.

Agora, queria deixar aqui um desabafo. Como recém-formado e desempregado, eu percebo uma grande desvalorização do profissional engenheiro de alimentos por parte do mercado. Muitas empresas preferem contratar tecnólogos, agrônomos, nutricionistas, veterinários, farmacêuticos, biólogos, químicos ou engenheiros de outras especialidades (mecânicos, agrícolas, de produção, etc), como responsáveis pelo processamento, segurança e qualidade de alimentos em suas indústrias. Não desmerecendo essas profissões, mas em geral os mesmos não estão qualificados para lidar com a complexidade de certas áreas da indústria de alimentos. Talvez se essas empresas passassem a valorizar mais a nossa classe, não teríamos que nos deparar, com tanta frequência, com notícias como as duas acima.


*Correção: existem alguns poucos produtos que empregam soda cáustica em parte de seu processamento, como no descascamento de alguns vegetais e na produção de extrato de levedura. Sempre com o cuidado de que não pode sobrar NaOH residual no produto final.

quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

O CASO DO ARROZ UNCLE BEN’S: CASO RESOLVIDO?

NOSSA OPINIÃO



Na matéria do post anterior, afirma-se que o caso está resolvido, ou seja, a empresa nega culpa e joga o problema nas costas dos comerciantes. Que podem, até, ter algo a ver com a encrenca de encontramos larvas vivas dentro de sacos de arroz.

Mas, isso não resolve o problema.

E não acho que seja problema de armazenamento, como a Mars Brasil sugere. Larvas vivas dentro de um pacote de arroz pré-cozido que está dentro de outro pacote de plástico que parece bem resistente não me parece coisa de um superinseto a furar duas embalagens para botar seus ovos, sem deixar vestígios na própria embalagem.

O problema, possivelmente, esteja dentro da própria empresa, na linha de produção, em algum momento, até o empacotamento.

Isso, é claro, não tira totalmente a preocupação com o transporte e armazenamento, que também devem ter um controle rigoroso.

No entanto, o que eu contesto é: dizer que estão analisando, que estão verificando, que estão tentando buscar as causas do problema não é resolver o problema.

Onde estão as auditorias independentes, com acompanhamento da Vigilância Sanitária ou de órgãos de defesa do consumidor ou até de alguma entidade idônea, como a Ordem dos Advogados do Brasil?

Ou até mesmo, com acompanhamento da mídia?

Ou seja, auditorias internas, feitas por funcionários da própria empresa, por mais isentos ou dedicados ou honestos que sejam esses funcionários, eles rezam pela cartilha da empresa, cuja diretoria dá sempre a última palavra. E todos sabemos muito bem que, quando uma diretoria dá a última palavra num relatório autoincriminador, esse relatório ganha cores bastante esmaecidas. Só é publicado aquilo que interessa, da forma mais conveniente.

E tudo continua na mesma!

Então, repito: não está nada resolvido. Só podemos voltar a confiar nessa empresa e nas demais indústrias alimentícias quando o CONSUMIDOR fizer todas as denúncias de irregularidades encontradas, colocando-as na berlinda e sobe vigilância constante.

Não somos estúpidos em acreditar que acidentes nunca possam ocorrer, mas não é acidente a ocorrência constante de problemas alimentos industrializados no Brasil. O consumidor, sem a consciência de que está comendo comida com cocô, acaba deixando pra lá, não denunciando ou aceitando as desculpas dos SACs e dos funcionários bons de conversa dessas empresas.

Portanto, não aceite indenizações!

Não aceite desculpas!

Não aceite reposição do alimento estragado!

Denuncie!

Denunciar não é denegrir.

É um direito do cidadão.

Porque só com denúncia é que deixaremos de comer comida sem cocô, neste País!

quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

O CASO DO ARROZ UNCLE BEN’S: A LIGAÇÃO DA EMPRESA


Hoje, 3 de fevereiro de 2011, o Diretor do SAC da Masterfoods ligou para mim.


Tivemos quase quarenta minutos de conversa e é quase impossível lembrar tudo o que falamos. Mas, os melhores momentos foram aqueles que já esperava:


1. expressou a preocupação da empresa de saber detalhes do ocorrido, como datas, números dos lotes infestados, validade, local de compra – dados que lhe foram passados, sem dúvida.


2. propôs-se a substituir o produto infestado por outro, o que foi prontamente recusado, como já afirmara aqui neste blog que eles fariam e que eu não aceitaria; porque é assim que as empresas agem: vão à casa do consumidor, substituem o produto contaminado e muitas têm ainda a cara de pau de oferecer algum brinde a mais, como forma de “deixar o consumidor satisfeito”, o que, para mim, é enganação, é apenas um “cala a boca” e tudo fica por isso mesmo. Deixei isso bem claro para o ilustre diretor do SAC, o que o deixou um tanto desconfortável. Disse-lhe mais: que poderia pensar em processar a empresa e tirar deles algum tipo de indenização, mas que não era esse o meu objetivo: não adiantaria nada ganhar 5 ou 10 ou 100 mil reais e continuar a comer comida com bicho;


3. argumentou que há pouquíssima s reclamações contra o produto e que a empresa está no mercado há quinze anos etc. Expliquei-lhe que, realmente, as pessoas não reclamam porque, primeiro, não têm a cultura da reclamação e, em segundo lugar, as larvas do arroz são exatamente iguais aos grãos do arroz, ou seja, são extremamente parecidas com o alimento que elas consomem e que só o olho esperto de meu filho foi capaz de identificar no meio do prato um pontinho preto e resolver isolá-lo, para termos o susto de lá encontrar o bicho no meio do arroz cozido. Então, estamos comendo bicho há muitos anos sem perceber, o que é um absurdo em se tratando de uma empresa tão tradicional como a que ele representa; e mais: que, em se tratando de alimentos, nossa tolerância devia ser zero; que não fora a primeira vez a encontrar bicho dentro do arroz deles e que só não reclamara antes porque pensara que fosse evento pontual, ou seja, que isso não voltaria a acontecer, mas isso se repetiu em lotes diferentes, comprados em locais diferentes;


4. explicou-me longamente o processo que o bicho, ou seja, as lagartas usam para infestar o arroz: sua perícia em perfurar as embalagens, seu ciclo de vida, sua reprodução etc e etc. Que é praticamente impossível impedir a proliferação dos bichos nos alimentos, porque uma embalagem mais resistente iria encarecer demais o produto etc. Retruquei que, primeiro, achava o bicho do arroz mais esperto que eles (o que o deixou bastante contrariado); que ele estava me dizendo que nos devíamos conformar em comer arroz com bicho, porque vivemos num país tropical e isso é inevitável (o que o deixou bastante incomodado); que, enfim, ele pensava que eu desconhecia tudo isso, ou seja, que eu, como consumidor, sou um ignorante em relação a pragas e à biologia (com o que ele, afinal, se desculpou, que não era bem assim). Enfim, mesmo que eu ache que suas intenções tenham sido as mehores possíveis e corretas quanto ao direito do consumidor, isso é exatamente o que toda empresa faz: tenta nos “enrolar”, com explicações técnicas, que ele estava repetindo, mais ou menos, a mesma expressão que eu ouvia na minha infância de que “bicho de goiaba goiaba é”, ou seja, que ele estava querendo passar a mensagem de que também “bicho de arroz arroz é”;


5. finalmente, prometeu o ilustre diretor do SAC da Masterfoods fazer uma inspeção rigorosa em seus processos e averiguar – de posse dos dados que lhe passei – o que está ocorrendo com o arroz e voltar a entrar em contato.


Bem, foi isso. Resumidamente.

Esperemos que a empresa – tomado esse susto – comece a respeitar melhor seus consumidores, que devem ficar atentos, porque deve haver muita gente que comeu e está comendo ARROZ UNCLE BEN’S parboilizado com bicho, sem saber. E isso não tem a menor graça, porque bicho de arroz é bicho de arroz, não é arroz.

quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

O que você faria se encontrasse insetos ou cocô em sua comida?

Os alimentos industrializados podem estar contaminados com insetos e até mesmo coliformes fecais, ou seja, cocô. Por isso, fique atento e saiba como agir nesse caso.

Muitas pessoas acabam descobrindo insetos, larvas, pêlos e outras nojeiras dentro das embalagens de alimento. A nossa primeira providência é sempre ligar para o SAC para reclamar, certo?

Só que isso é errado. Quando você liga no SAC, a empresa arruma uma desculpa e diz que o lote teve problemas e que será retirado do mercado e blá, blá, blá... Ela pede para retirar em sua casa o produto com problema para fazer uma perícia. E você aceita, afinal quer contribuir para que o erro não aconteça mais. O que acontece depois disso? No máximo, a empresa enviará para sua casa, como brinde, produtos da marca durante alguns meses. Parando por aí. O caso é esquecido e fica tudo por isso mesmo.

Você achando que fez a coisa certa, fica satisfeito e cala a boca. Achando que eles vão tomar uma providência e isso nunca mais irá se repetir.

Mas isso não é o que acontece, pois, na maioria das vezes a empresa não toma providência nenhuma e segue enganando seus consumidores. E o pior, você que entregou o produto contaminado perdendo a prova mais importante, que fica de posse da empresa.

Ao agir assim, você, além de entregar a prova do crime para eles, evita que outros consumidores da marca sejam alertados sobre problema e os coitados acabam comendo cocô ou insetos na maior ignorância.

Por isso, caso isso aconteça com você, nunca entre em contato com o SAC da empresa. Pegue a prova do crime, o alimento contaminado, tire fotos, faça vídeos, tuite e publique na internet. Seja solidário com os outros consumidores e tenha uma atitude cidadã de alertar para que as outras pessoas não comam o alimento contaminado. E você pode ter certeza, não é só o seu pacote que está contaminado.

Não podemos ficar nas mãos da poderosa indústria de alimentos. Essas empresas só pensam nos lucros e não respeitam os consumidores. Se você encontrou algo na sua comida é porque a empresa não tem a mínima higiene em sua linha de produção e armazenamento. Alimento contaminado é problema sério. Pode até matar! Por isso, denuncie, bote a boca no trombone, não faça acordos, não aceite desculpas!

Se isso aconteceu com você, envie sua denúncia a este blog através dos comentários que publicaremos.

Na área de alimentos, TOLERÂNCIA ZERO!