RESPEITO AO CONSUMIDOR!
Não aceitamos o SUBORNO de troca de mercadoria!
QUEREMOS RESPEITO, para não continuarmos a comer comida podre, com bichos, com cocô!
segunda-feira, 15 de julho de 2013
VOLTANDO AO CASO DO TODDYNHO COM SODA CÁUSTICA
quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011
O CASO DO ARROZ UNCLE BEN’S: CASO RESOLVIDO?

Na matéria do post anterior, afirma-se que o caso está resolvido, ou seja, a empresa nega culpa e joga o problema nas costas dos comerciantes. Que podem, até, ter algo a ver com a encrenca de encontramos larvas vivas dentro de sacos de arroz.
Mas, isso não resolve o problema.
E não acho que seja problema de armazenamento, como a Mars Brasil sugere. Larvas vivas dentro de um pacote de arroz pré-cozido que está dentro de outro pacote de plástico que parece bem resistente não me parece coisa de um superinseto a furar duas embalagens para botar seus ovos, sem deixar vestígios na própria embalagem.
O problema, possivelmente, esteja dentro da própria empresa, na linha de produção, em algum momento, até o empacotamento.
Isso, é claro, não tira totalmente a preocupação com o transporte e armazenamento, que também devem ter um controle rigoroso.
No entanto, o que eu contesto é: dizer que estão analisando, que estão verificando, que estão tentando buscar as causas do problema não é resolver o problema.
Onde estão as auditorias independentes, com acompanhamento da Vigilância Sanitária ou de órgãos de defesa do consumidor ou até de alguma entidade idônea, como a Ordem dos Advogados do Brasil?
Ou até mesmo, com acompanhamento da mídia?
Ou seja, auditorias internas, feitas por funcionários da própria empresa, por mais isentos ou dedicados ou honestos que sejam esses funcionários, eles rezam pela cartilha da empresa, cuja diretoria dá sempre a última palavra. E todos sabemos muito bem que, quando uma diretoria dá a última palavra num relatório autoincriminador, esse relatório ganha cores bastante esmaecidas. Só é publicado aquilo que interessa, da forma mais conveniente.
E tudo continua na mesma!
Então, repito: não está nada resolvido. Só podemos voltar a confiar nessa empresa e nas demais indústrias alimentícias quando o CONSUMIDOR fizer todas as denúncias de irregularidades encontradas, colocando-as na berlinda e sobe vigilância constante.
Não somos estúpidos em acreditar que acidentes nunca possam ocorrer, mas não é acidente a ocorrência constante de problemas alimentos industrializados no Brasil. O consumidor, sem a consciência de que está comendo comida com cocô, acaba deixando pra lá, não denunciando ou aceitando as desculpas dos SACs e dos funcionários bons de conversa dessas empresas.
Portanto, não aceite indenizações!
Não aceite desculpas!
Não aceite reposição do alimento estragado!
Denuncie!
Denunciar não é denegrir.
É um direito do cidadão.
Porque só com denúncia é que deixaremos de comer comida sem cocô, neste País!
quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011
O CASO DO ARROZ UNCLE BEN’S: A LIGAÇÃO DA EMPRESA

Tivemos quase quarenta minutos de conversa e é quase impossível lembrar tudo o que falamos. Mas, os melhores momentos foram aqueles que já esperava:
1. expressou a preocupação da empresa de saber detalhes do ocorrido, como datas, números dos lotes infestados, validade, local de compra – dados que lhe foram passados, sem dúvida.
2. propôs-se a substituir o produto infestado por outro, o que foi prontamente recusado, como já afirmara aqui neste blog que eles fariam e que eu não aceitaria; porque é assim que as empresas agem: vão à casa do consumidor, substituem o produto contaminado e muitas têm ainda a cara de pau de oferecer algum brinde a mais, como forma de “deixar o consumidor satisfeito”, o que, para mim, é enganação, é apenas um “cala a boca” e tudo fica por isso mesmo. Deixei isso bem claro para o ilustre diretor do SAC, o que o deixou um tanto desconfortável. Disse-lhe mais: que poderia pensar em processar a empresa e tirar deles algum tipo de indenização, mas que não era esse o meu objetivo: não adiantaria nada ganhar 5 ou 10 ou 100 mil reais e continuar a comer comida com bicho;
3. argumentou que há pouquíssima s reclamações contra o produto e que a empresa está no mercado há quinze anos etc. Expliquei-lhe que, realmente, as pessoas não reclamam porque, primeiro, não têm a cultura da reclamação e, em segundo lugar, as larvas do arroz são exatamente iguais aos grãos do arroz, ou seja, são extremamente parecidas com o alimento que elas consomem e que só o olho esperto de meu filho foi capaz de identificar no meio do prato um pontinho preto e resolver isolá-lo, para termos o susto de lá encontrar o bicho no meio do arroz cozido. Então, estamos comendo bicho há muitos anos sem perceber, o que é um absurdo em se tratando de uma empresa tão tradicional como a que ele representa; e mais: que, em se tratando de alimentos, nossa tolerância devia ser zero; que não fora a primeira vez a encontrar bicho dentro do arroz deles e que só não reclamara antes porque pensara que fosse evento pontual, ou seja, que isso não voltaria a acontecer, mas isso se repetiu em lotes diferentes, comprados em locais diferentes;
4. explicou-me longamente o processo que o bicho, ou seja, as lagartas usam para infestar o arroz: sua perícia em perfurar as embalagens, seu ciclo de vida, sua reprodução etc e etc. Que é praticamente impossível impedir a proliferação dos bichos nos alimentos, porque uma embalagem mais resistente iria encarecer demais o produto etc. Retruquei que, primeiro, achava o bicho do arroz mais esperto que eles (o que o deixou bastante contrariado); que ele estava me dizendo que nos devíamos conformar em comer arroz com bicho, porque vivemos num país tropical e isso é inevitável (o que o deixou bastante incomodado); que, enfim, ele pensava que eu desconhecia tudo isso, ou seja, que eu, como consumidor, sou um ignorante em relação a pragas e à biologia (com o que ele, afinal, se desculpou, que não era bem assim). Enfim, mesmo que eu ache que suas intenções tenham sido as mehores possíveis e corretas quanto ao direito do consumidor, isso é exatamente o que toda empresa faz: tenta nos “enrolar”, com explicações técnicas, que ele estava repetindo, mais ou menos, a mesma expressão que eu ouvia na minha infância de que “bicho de goiaba goiaba é”, ou seja, que ele estava querendo passar a mensagem de que também “bicho de arroz arroz é”;
5. finalmente, prometeu o ilustre diretor do SAC da Masterfoods fazer uma inspeção rigorosa em seus processos e averiguar – de posse dos dados que lhe passei – o que está ocorrendo com o arroz e voltar a entrar em contato.
Bem, foi isso. Resumidamente.
Esperemos que a empresa – tomado esse susto – comece a respeitar melhor seus consumidores, que devem ficar atentos, porque deve haver muita gente que comeu e está comendo ARROZ UNCLE BEN’S parboilizado com bicho, sem saber. E isso não tem a menor graça, porque bicho de arroz é bicho de arroz, não é arroz.
quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011
O que você faria se encontrasse insetos ou cocô em sua comida?
Os alimentos industrializados podem estar contaminados com insetos e até mesmo coliformes fecais, ou seja, cocô. Por isso, fique atento e saiba como agir nesse caso. Muitas pessoas acabam descobrindo insetos, larvas, pêlos e outras nojeiras dentro das embalagens de alimento. A nossa primeira providência é sempre ligar para o SAC para reclamar, certo?
Só que isso é errado. Quando você liga no SAC, a empresa arruma uma desculpa e diz que o lote teve problemas e que será retirado do mercado e blá, blá, blá... Ela pede para retirar em sua casa o produto com problema para fazer uma perícia. E você aceita, afinal quer contribuir para que o erro não aconteça mais. O que acontece depois disso? No máximo, a empresa enviará para sua casa, como brinde, produtos da marca durante alguns meses. Parando por aí. O caso é esquecido e fica tudo por isso mesmo.
Você achando que fez a coisa certa, fica satisfeito e cala a boca. Achando que eles vão tomar uma providência e isso nunca mais irá se repetir.
Mas isso não é o que acontece, pois, na maioria das vezes a empresa não toma providência nenhuma e segue enganando seus consumidores. E o pior, você que entregou o produto contaminado perdendo a prova mais importante, que fica de posse da empresa.
Ao agir assim, você, além de entregar a prova do crime para eles, evita que outros consumidores da marca sejam alertados sobre problema e os coitados acabam comendo cocô ou insetos na maior ignorância.
Por isso, caso isso aconteça com você, nunca entre em contato com o SAC da empresa. Pegue a prova do crime, o alimento contaminado, tire fotos, faça vídeos, tuite e publique na internet. Seja solidário com os outros consumidores e tenha uma atitude cidadã de alertar para que as outras pessoas não comam o alimento contaminado. E você pode ter certeza, não é só o seu pacote que está contaminado.
Não podemos ficar nas mãos da poderosa indústria de alimentos. Essas empresas só pensam nos lucros e não respeitam os consumidores. Se você encontrou algo na sua comida é porque a empresa não tem a mínima higiene em sua linha de produção e armazenamento. Alimento contaminado é problema sério. Pode até matar! Por isso, denuncie, bote a boca no trombone, não faça acordos, não aceite desculpas!
Se isso aconteceu com você, envie sua denúncia a este blog através dos comentários que publicaremos.
Na área de alimentos, TOLERÂNCIA ZERO!